cirurgia refrativa
QUALQUER PESSOA PODE FAZER UMA CIRURGIA PARA NÃO USAR MAIS ÓCULOS?
Não! Para ser um bom candidato à cirurgia refrativa é preciso ter alguns pré requisitos muito importantes para garantir tanto a segurança, como a durabilidade do resultado: 1. Seu grau precisa estar estável em relação às consultas anteriores; 2. É importante que você tenha feito consultas regularmente nos últimos anos para ter um histórico de grau bem documentado; 3. É imprescindível fazer os exames de topografia (ceratoscopia) e paquimetria da sua córnea para checar se ela tem o relevo e a espessura ideais para a cirurgia, além de descartar doenças como o ceratocone; 4. É fundamental que seu médico analise sua idade, sua profissão, seus hobbies e cheque se sua expectativa em relação à cirurgia está correta e se você entendeu bem todos os riscos envolvidos.
A CIRURGIA REFRATIVA É UMA CIRURGIA SIMPLES?
De forma alguma! É um grande erro achar que por ser uma cirurgia rápida e “a laser”, a cirurgia não seja complexa, meticulosa e envolva riscos! Fazer a cirurgia por impulso, sem um acompanhamento prévio adequado, sem exames como a Ceratoscopia e a Paquimetria, ou mesmo a Tomografia (Pentacam) para avaliar corretamente a córnea e principalmente sem entender quais expectativas ter, quais complicações podem acontecer e qual a durabilidade dos resultados é a fórmula certa para não ficar satisfeito!
EU “PRECISO” FAZER UMA CIRURGIA REFRATIVA?
Não, de forma alguma! Você já reparou quantos oftalmologistas usam óculos? Já reparou quantos dentistas não tem os dentes perfeitamente brancos e alinhados? Com certeza você já deve ter pensado nisso! A cirurgia refrativa é uma cirurgia fundamentalmente estética! Seus olhos apesar de apresentarem um erro de refração (miopia, hipermetropia ou astigmatismo), são perfeitamente capazes de funcionar bem com o uso de óculos ou de lentes de contato. Fazer uma cirurgia refrativa não vai te fazer enxergar mais do que você já enxergava antes. A cirurgia vai te trazer o benefício estético de não precisar usar mais óculos e vai te proporcionar não precisar mais ter os cuidados que você tinha com suas lentes de contato, o que para muita gente é um ganho enorme! Mas você vai continuar precisando consultar com seu oftalmologista com a mesma regularidade de antes e a cuidar muito bem dos seus olhos no pós operatório.
MEU GRAU VAI “ZERAR” COM A CIRURGIA REFRATIVA?
A medicina não é uma ciência exata e infelizmente por mais exames e cálculos sofisticados que se façamos para atingir o zero, a cicatrização de uma pessoa nunca é exatamente igual a outra! O objetivo principal da cirurgia refrativa não deve ser “zerar” e sim tentar proporcionar ao máximo a independência dos óculos. E esse objetivo costuma ser alcançado na grande maioria das vezes quando a cirurgia for bem indicada.
POR QUE ALGUMAS PESSOAS VOLTAM A USAR ÓCULOS DEPOIS DA CIRURGIA REFRATIVA?
Na grande maioria das vezes o grau “volta” porque não estava estável antes da cirurgia. A “volta” do grau é mais comum em paciente que operam de hipermetropia do que de miopia ou astigmatismo. Outra coisa importante é estar ciente que por volta dos 40 anos os olhos passam a ter um novo erro de refração que é a presbiopia e que, por causa disso, óculos para enxergar para perto serão necessários mesmo que o resultado da cirurgia para a visão de longe ainda esteja perfeito.
EXISTE UMA IDADE IDEAL PARA SE FAZER A CIRURGIA REFRATIVA?
Não existe uma regra formal determinando a idade ideal para a cirurgia refrativa. Normalmente a cirurgia não costuma ser feita antes dos 18 anos porque dificilmente a miopia se estabiliza antes dessa idade. Por outro lado, quando a cirurgia é feita em pessoas que estão próximas a completar ou já completaram 40 anos, é preciso avaliar e conversar bem sobre o quanto o uso dos óculos para perto (por causa da presbiopia que se inicia aos 40) vai ser necessário e não vai frustrar as expectativas em relação à independência aos óculos. As pessoas que possuem condições ideais e operam entre os 20 e os 35 anos são as que mais tempo vão usufruir dos benefícios da cirurgia.
A CIRURGIA REFRATIVA DÓI?
A cirurgia refrativa costuma ser bastante rápida e feita com anestesia tópica (colírio anestésico) e é indolor no momento da cirurgia. Dependendo da técnica utilizada, o pós operatório pode haver nenhum ou um leve desconforto (LASIK) ou pode haver um desconforto maior (PRK).
QUAL A DIFERENÇA ENTRE LASIK E PRK?
No LASIK é feito um flap (corte bem fino nas camadas mais superficiais da córnea), que é levantado e na interface desse flap é aplicado o laser para corrigir o grau e o flap é recolocado no lugar sem a necessidade de colar ou dar pontos. O desconforto costuma ser mínimo porque há pouco tecido exposto que precise cicatrizar. A recuperação da visão costuma ser bem rápida e geralmente o paciente não precisa parar de dirigir ou se afastar do trabalho (desde que seu trabalho não envolva riscos de infecção ou trauma!). No PRK a camada superficial da córnea é cuidadosamente removida (sem cortes) e o laser é então aplicado. Ao final da cirurgia é colocada uma lente de contato sem grau que vai permanecer no olho por alguns dias até que o epitélio (camada mais superficial da córnea) volte a fechar (cicatrizar). A visão costuma a ficar bastante embaçada nos primeiros dias e pode levar até por volta de 3 ou 4 semanas para normalizar. Apesar do resultado ser mais demorado o PRK é a técnica mais indicada quando o paciente tem a córnea muito fina ou irregular por ser mais seguro. Além disso apresenta a vantagem da córnea não precisar ser cortada como no LASIK.
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